Conforme
se percebe no mapa-poster de The Dalelands (FR 2ed) o território ocupado pelo
Vale Profundo possuiria duas regiões básicas de vegetação: uma primeira
dominada pela floresta de Cormanthor e uma segunda com outro tipo de vegetação
que não a da floresta élfica.
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| Mapa-poster da Terra dos Vales 2ª ed. Foco no Vale Profundo |
4.1.
A Vegetação de Cormanthor
Informações:
1
– Informação genérica a respeito da existência de “shaded meadows”. (Elminster’s Ecologies, p. 42)
2 – “Cormanthor and Arch Wood blend together around Highmoon’s tree-shaded
lanes and in the forest gardens in Deepingdale”. (FR 3ed, p. 120).
No
que diz respeito à Cormanthor, o Elminster’s Ecologies apresenta um
detalhamento da floresta. Assim, quanto à porção de Cormanthor dominada pelo
Vale Profundo, podemos afirmar que esta seria composta por das regiões
florestais distintas: a floresta da margem (rimwood) e a floresta do médio
(midwood).
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| Vegetação na região do Vale Profundo |
4.1.1. Floresta da Margem (Rimwood)
A
Floresta da Margem consiste principalmente de pinheiros, é relativamente
improdutiva e serve como uma fronteira que varia de 16 a 32 quilômetros (10-20
milhas) e separa a floresta élfica do resto do mundo. Devido ao solo arenoso,
pobre em minerais, a floresta da margem suporta pouca vegetação. Pinheiros
topo-azul (blueridge) e folhasagulhas (needleleaf), as principais espécies de
árvores, raramente excedem 7 metros (20ft) e são esparsas; de modo que você
andará o dia todo para encontrar duas árvores cujos braços se toquem. Os
pinheiros continuamente soltam folhas (needles) que demoram para se decomporem,
inibindo o crescimento de outras formas de vida vegetal. Samambaias de cor
castanha e tão duros quanto sapatos de couro brotam próximos aos pinheiros, mas
isso é tudo. Moitas de gramafios (wiregrass) adornam algumas laterais de
colinas assim como alguns salgueiros caídos e grossos abetos.
Fauna:
Devido à falta de vegetação a área atrai poucos herbívoros, o que também
contribui para a ausência de carnívoros. Você pode ver um lobo solitário
vagando pela região ou uma tartaruga arranhando a sujeira por larvas, mas
poucos animais se fixam permanentemente na floresta da margem. Com a luxuriante
floresta média (midwood) a uns poucos quilômetros, por que deveriam?
Insetos
abundam na floresta da margem, uma vez que não há muitas criaturas que queiram
comê-los. Besouros descem as encostas das colinas como uma avalanche de pedrinhas
pretas. Mosquitos infestam em nuvens tão densas que você mal pode ver o céu.
Muitos viajantes que acamparam na floresta da margem acordaram na manhã
seguinte com suas tendas infestadas de formigas vermelhas ou com seu saco de
dormir infestado de piolhos (carrapatos?[lice]).
Ecologia:
Além de sua utilidade como paraíso para insetos, a floresta da margem age como
uma zona de contenção. Ela desencoraja animais de se afastarem da floresta
média e faz com que viajantes das terras exteriores pensem das vezes a respeito
de cortarem caminho por dentro de Cormanthor.
4.1.2. Floresta Média (Midwood)
A
floresta média é predominantemente freixo e faias e separa a floresta da margem
da floresta estrelar (starwood). Ela é tão densa que um pássaro voando nas
alturas ao olhar para baixo estaria vendo um mar sólido de verde. Se o pássaro
tiver visão ruim pode até mesmo pensar que a floresta média é uma única e
extensa árvore.
Contudo,
a floresta média é na verdade bastante diversificada, uma vez que seu solo rico
suporta centenas de espécies de árvores, flores e plantas. Possivelmente
existem na floresta média do Vale Profundo freixos brancos, faias, castanhas,
bordos vermelhos, madressilvas, bocas-de-dragão, cerejas, cedro azul,
marfim-musgo (ivory moss) e samambaia da lua (moonfern), amieiros, nogueiras e
nozes-amargas (bitternuts); uma vez que esta vegetação existe nas florestas
médias em outras partes da Terra dos Vales.
4.2. A Vegetação do Vale
Não
existe descrição detalhada específica para a região do Vale Profundo afastada
da Floresta de Cormanthor, por isso é preciso tentar compor o quadro a partir
de pistas espalhadas ao logo dos textos a respeito do Vale Profundo.
Do
livro The Dalelands podemos extrair as seguintes informações a respeito da
vegetação do Vale Profundo:
2 – Ao se referir ao templo
de Corellon afirma que “… is hidden deep
in the woodlands surrounding the Dale”[2].
Já
no Volo’s Guide to the Dalelands podemos encontrar as seguintes referências à
vegetação do Vale Profundo:
3 – [O Vale Profundo é] “...
the wooded land that lies around the
Glaemril and its tributaries (the Deeping Stream and the Wineflow)...”[3].
4 – [Compõe a paisagem do
Vale Profundo] “... verdant green fields
dappled with ever-present shade”.[4]
5 – “Deepingdale has been called ‘a forest garden’. Certainly much of it
exhibits the fruit of a careful nurturing of the land”.[5]
6 – “Hedges and wild gardens grow everywhere …”[6] e são cuidadosamente replantados
para renovar os recursos.
7 – “Human and elven forester work together to ensure […] rich woodland fiddlehead and berry harvests”.[7]
8 – “… everyone dwells close to the land in a broad, verdant valley where
ferns […] are common”[8]
9 – [A maioria das pessoas
são boas em navergar] “in thick woods
without getting lost; foraging for woodland berries, bark, edible fungi…”[9]
10 – “Unlike the farmers of the other dales who thrive by clearing land, the
folk of Deepingdale practice forestry in order to maintain the land’s original thick green blanket of vegetation.
The woods of the human-occupied portions of Deepingdale are as well managed as
the farms of Featherdale. Careful harvesting and cultivation of hedges,
timberland, native game, and the land’s rich streams and rivers have turned the
dale into a forest garden”[10]
11 – “Deepingdale live in the shadow of the trees in the lighter growth at
the outskirts of the great forest.”[11]
12 – “Lying in the heart of ancient Cormanthor, Deepingdale is a peaceful
land…”[12].
A
partir das informações 1 e 3 podemos concluir que as terras às margens do
Corrente Vinho, do Glaemril e do Corrente Profunda que se encontram no fundo do
vale estão cobertas por florestas. As informações 10 e 11 apresentam elementos
para se entender a composição dessas florestas que preenchem o fundo dos vales
dos rios ao afirmar que a ocupação do Vale Profundo ocorreu preservando “o original manto verde e denso de vegetação”
[info 10] e que as pessoas do Vale “vivem
sob a sombra das árvores que crescem menos densas na periferia da grande
floresta” [info 11] e são boas em navegar “em florestas densas sem se perder; procurando por frutas silvestres,
cascas, fungos comestíveis...” [info 9]. Assim, a vegetação do Vale
Profundo é composta por uma floresta densa, mas menos densa que a de
Cormanthor. A informação 10 afirma que o Vale era recoberto originalmente por
uma vegetação densa enquanto a informação 11 afirma que a ocupação do Vale
preservou a vegetação original. De fato, a região do Vale Profundo (cerca de
700 anos atrás) é representada no livro Cormanthyr,
da série Arcane Age, como uma região florestal:
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| Vegetação do Vale Profundo no período Arcane Age (700 anos no passado) |
Segundo
este mapa, a alguns séculos atrás, a região do Vale Profundo (retirando-se Cormanthor)
era uma região de “floresta leve” o
que parece se ajustar bem com as informações acima a respeito da vegetação do
vale – composta por uma floresta densa, mas menos densa que Cormanthor.
O
mapa mostra também a parte da floresta de Cormanthor que pertence ao Vale
Profundo, indicando que no passado esta era composta por uma “floresta média” e possuía um trecho de
“floresta densa” que ia de Colina
Enluarada até Tsornyl/Vigília Negra. Mas o que seriam estas “florestas densa,
média e leve”? Observando-se o mapa de vegetação de Cormanthor (Elminster’s
Ecologies) percebe-se que muitas vezes existe uma correspondência entre as
áreas de “floresta estrelar[13]”
com as de “floresta densa” e entre as “florestas médias” apresentadas no
Elminster’s Ecologies e as informações presentes em mapas de Cormanthor da 2ª
edição do Forgotten Realms, o que sugere que no que diz respeito à floresta
densa e média, elas devem ser similares às “florestar estrelar” e “floresta
média” (presentes no livro Cormanthyr),
respectivamente.
As
informações até agora apresentadas permitem traçar um quadro para a Cormanthor
pertencente ao Vale Profundo bem como para as regiões florestais nos vales dos
rios Corrente Vinho, Glaemril e Corrente Profunda e para a Vale Profundo como
um todo, uma vez que possuímos uma descrição da floresta média que domina a
Cormanthor do Vale Profundo e também uma descrição da possível zona de
“floresta densa” entre Colina Enluarada e a Vigília Negra, bem como a
informação de que o restante do Vale (excluindo Cormanthor) é composto de uma
floresta espessa, mas menos densa que a floresta média de Cormanthor.
Na
verdade, segundo os mapas da região apresentados no Forgotten Realms 3ª ed, a
região do Vale Profundo é mais ocupada por Cormanthor do que sua versão 2ª ed,
como se percebe no mapa abaixo:
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| Vale Profundo 3ª ed. |
A
representação da região do Vale Profundo deste mapa apresenta uma quantidade
consideravelmente maior de território florestal no Vale, sendo que as regiões
claras, são um tipo de terreno chamado na 3ª ed. de “clareira/misto” descrito
como “áreas abertas que foram preparadas
para a agricultura. As clareiras podem conter pequenas faixas arborizadas
[...]. As áreas mistas são naturalmente
abertas e verdejantes, e incluem uma grande variedade de terrenos mais planos
[...], árvores dispersas e pequenos
riachos”[14].
Ao
se tratar da vegetação dos vales (excluindo-se a floresta de Cormanthor),
encontramos as seguintes referências que podem ajudar a elucidar sua
composição: 1) há “campos verdejantes” que contrastam com as sombras sempre
presentes [info 4] (presumivelmente das árvores [ver info 11]); 2) cercas-vivas
e jardins silvestres [info 6]; 3) bosques de samambaias (fiddlehead) e
fruteiras silvestres [info 7]; 4) sendo que as samambaias são um tipo de
vegetação comum [info 8]. É possível que existam diversos outros tipos de
vegetação não citados aqui.
No
caso do Vale Profundo, é coerente considerar que ao invés de “clareira/misto”
conforme se descreve as regiões claras do mapa no FR 3ed, tenha-se os “jardins
florestais” [info 5] que são frutos do cuidadoso trabalho de humanos e elfos
que realizam uma espécie de “cultivo” da floresta, de modo que a vegetação
florestal do Vale muitas vezes se converta nos “jardins florestais” que,
inclusive, fazem parte da economia local[15].
Anteriormente
afirmamos que existe uma similaridade entre a “floresta estrelar” do
Elminster’s Ecologies e a “floresta densa” representada em mapas da 2ªed, assim
como entre a “floresta média” do Elminster’s Ecologies e a “floresta média” da
2ªed; mas é quanto à “floresta leve” e a “floresta da margem”? Seriam elas
similares? A resposta parece ser “não”, pois de modo geral, a floresta da
margem é descrita como uma região infértil e inóspita, com pouquíssimos
animais, e de árvores esparsas, enquanto a floresta leve – ainda que menos
densa que Cormanthor – é uma floresta densa e “rica” e repleta de caça; outro
elemento ainda é o fato de a floresta da margem ser apresentada como uma
“vegetação de transição” que separa Cormanthor do restante do mundo enquanto o
Vale Profundo “foi construído a partir e
ao redor da própria Cormanthor”[16].
Resta
saber se a floresta leve que cobre grande parte do Vale Profundo equivale à
floresta da margem anteriormente apresentada. Um primeiro elemento importante
aqui é perceber que a floresta leve, diferentemente da floresta da margem, não
é uma floresta de transição entre Cormanthor e o resto do mundo, mas sim um
tipo de floresta em si; no que diz respeito ao solo, a floresta da margem é
apresentada como uma região do solo arenoso, “relativamente improdutiva”,
“pobre em minerais” e que “suporta pouca vegetação” com pinheiros esparsos que
raramente chegam a se tocar; enquanto o Vale é de modo geral retrato como uma
terra fértil. Quanto à fauna a floresta da margem seria ocupada basicamente por
insetos, uma vez que “devido à falta de
vegetação a área atrai poucos herbívoros, o que também contribui para a
ausência de carnívoros”; contrariamente à descrição do Vale Profundo como
uma área repleta de caça. Apesar dessas diferenças, caso se queira utilizar a
floresta da margem como referência para a floresta leve que cobre o Vale
Profundo, esta seria composta por
pinheiros topo-azul (blueridge) e folhasagulhas (needleaf) que raramente superam
os 7 metros (20 ft) e são esparsas. Os pinheiros soltariam folhas (needles) que
ao demoraram a se decompor, inibiriam o crescimento de outras formas de vida
vegetal. Outra forma de vegetação seriam as samambaias de cor castanha e tão
duras quanto sapatos de couros que brotariam próximas a pinheiros além de
moitas de gramafios (wiregrass) que adornariam algumas laterais de colinas,
assim como alguns salgueiros caídos e abetos grossos.
4.3. Os tipos de
vegetação do Vale Profundo
Esse
conjunto de informações sugere a existência de quatro tipos de vegetação
principais no território do Vale Profundo: 1) a floresta média que compõem a
maior parte da vegetação da Cormanthor pertencente ao Vale Profundo; 2) A
floresta densa de Colina Enluarada até a Vigília Negra; 3) a floresta leve; 4)
e os “jardins florestais”.
4.3.1. A floresta média
A
floresta média é predominantemente freixo e faias e separa. Ela é tão densa que
um pássaro voando nas alturas ao olhar para baixo estaria vendo um mar sólido
de verde. Contudo, a floresta média é na verdade bastante diversificada, uma
vez que seu solo rico suporta centenas de espécies de árvores, flores e
plantas. Possivelmente existem na floresta média do Vale Profundo freixos
brancos, faias, brotos-vermelhos (redbud), castanheiras, bordos vermelhos, uma
vez que esta vegetação existe nas florestas médias em outras partes da Terra
dos Vales. Provavelmente também existam campinas com flores de madressilvas e
boca-de-dragão; orlados por bosques de cerejeiras e cedros azuis. Musgo-marfim
(ivory moss) e samambaias da lua (moonfern) decoram bosques de amieiros,
nogueiras e nozes-amargas (bitternuts). Outros tipos de árvores incluem:
Palmas de Besouros
(beetle palm) são árvores nomeadas pela casca preta que se parece com a casca
de um besouro e cresce a alturas de 30 metros (100ft) ou mais. Grupos de ramos
delgados sem folhas coroam os troncos lisos. Sua madeira contem depósitos de
óleo que fazem dela excepcionalmente inflamável. Ela queira aproximadamente por
três vezes mais tempo que outros tipos de madeira e produz cerca de metade da
fumaça.
Frutas de raposa
(forxberries) se parecem uvas amarelas brilhantes e crescem em videiras
sinuosas encontradas pela floresta média, tipicamente perto de faias. Frutas de
raposa são gordurosas ao toque e cheiram como bife cozido. É uma das poucas
frutas no mundo digeríveis por carnívoros e fazem uma refeição aceitável para
um lobo e outros carnívoros em tempos de caça escassa. Humanos podem comê-las
também, mas não se engane pelo aroma – elas têm gosto de terra.
Rosa de pinheiro agulha
(roseneedle pines) prosperam ao longo das margens do Ashaba, crescendo lá o ano
inteiro. Eles se parecem com pinheiros (evergreens) em miniatura, raramente
excedendo 90 cm (3ft) de altura. Flores semelhantes a rosas, rosas ou brancas,
brotam da ponta de cada pequena agulha. As raízes da rosa pinheiro se estendem
por três ou mais metros no solo, cada uma terminando em um tubérculo gordo do
tamanho de uma batata. Nacos do tubérculo fazem excelente isca de pesca; uma
pescadora pode facilmente dobra a pesca de seu dia utilizando-as.
Copa de Sombra
(shadowtop): “As
copas de sombra são os gigantes altivos das florestas de Faerûn; elas crescem
quase 0,5 m por ano e atingem 21 metros de altura. Uma árvore adulta terá um
caule com 3 m de diâmetro e seu tronco estará rodeado de várias cavidades
semelhantes a dobras. As copas de sombra têm esse nome devido à vegetação densa
em seus topos. Suas folhas têm um formato irregular: a parte inferior tem cor
de cobre e a parte superior é profundamente verde.
A madeira dessa árvore
é fibrosa e resistente, mas não é adequada para se entalhada ou usada em
trabalhos estruturais, pois suas fibras chanfradas arrebentam quando submetidas
a pressão demais. No entanto, essas fibras são valiosas na fabricação de cordas
(algumas delas, trançadas com outro material aumentam a resistência e a
durabilidade do produto). Elas queimam lentamente, sem muita fumaça, e geram
bastante calor – portanto, são ideais para cozinhar.”[17]
Apesar
de descrita no FR 3ªed como “os gigantes altivos das florestas de Faerûn” seu
tamanho parece reduzindo em relação aos bordos de 60 metros e carvalhos
gigantes de 120 metros descritos na floresta densa (abaixo), de modo que parece
altamente aconselhável considerar que as Copas de Sombra são muito maiores que
a descrição acima sugere. Com efeito, na descrição da Floresta de Cormanthor se
lê que esta possui “giant maples, looming
shadowtops and towering oaks”[18],
o que sugere que as Copas de Sombras (shadowtops) estejam no mesmo patamar que
os bordos e carvalhos gigantes (supostamente com 120 metros ou mais). Outra
possibilidade ainda, é considerar verdadeira a afirmativa de que as Copas de
Sombra são “os gigantes altivos das
florestas de Faerûn”, nesse caso, deve-se considerar que eles são ainda
mais altos.
Hiexel: “is a green, waxy wood used for signal beacon
fires. It is also used to smoke meat ar fish, or to drive out animals or
enemies. As it burns, this wood creates cloudes of thick, black, billowing
smoke that are both oily and ckoking. Hiexel grows in thickets in ravines and
on hillsides. The trees themselves are gently curved and are marked by sparse
branches. As a whole, these trees have an upright, oval foliage shape. Hiexel
is brittle wood that tends to succumb to rot easily, but its durable bark is
resilient and lasting, and has been used in the making of magic and lore (see
“Pages from the Mages III”, DRAGON issue#92”). Windstorms often fell large or
old hiexel; with age or much growth, these trees become unstable. In such
instances, portions of their wood dry out unevenly, causing the trees to topple
easily. This same tendency makes hiexel unsuitable for use in palisades,
bridges, sledges, or other structures exposed to stress and hard usage. Hiexel is very common in the
Dalelands”[19].
4.3.2. A floresta densa
Centenas
de anos atrás (no período do Arcane Age), a faixa florestal que vai de Colina
Enluarada até a Vigília Negra era ocupada por uma floresta densa. Ainda que os
mapas que representam a atual Faerun não representem a região como tendo este
tipo de vegetação pode-se supor que ela esteja lá – parcialmente ou ainda
intocada – por isso apresento a seguir informações a respeito desse tipo de
vegetação.
Os
bordos (maple) e carvalhos gigantes (giant oak) compõem a maior parte da
floresta densa; nela há árvores impressionantes como bordos (maple) de
aproximadamente 60 metros (200ft) e com alguns dos carvalhos maiores chegando
ao dobro dessa altura. Se o tronco de um carvalho tiver uma cavidade é possível
que ela possa abrigar uma pequena casa de fazenda. Nessa floresta há também
nogueiras e espessos bosques de álamo e eucaliptos.
Há
a possibilidade de existir na floresta densa do Vale Profundo outros tipos de
árvores presentes em outras florestas densas de Cormanthor: asseado (spruce),
cicuta (hemlock), abetos (firs), olmos (elms) [estes dois últimos
principalmente na fronteira entre a floresta média e densa] e cedros (cedars).
O
solo da floresta densa é mais úmido que o da floresta média e quase preta na
qual cresce todo tipo de arbustos e gramíneas. A densa vegetação rasteira pode
tornar uma viagem difícil. As samambaias-madeiras (wood ferns) são da altura da
cintura e tão densas quanto talos de milho e percorrer os tapetes de turfa mole
se assemelha a caminhar na lama. Brumas cinza permeiam muito da floresta (com
menos frequência no Vale Profundo que nas florestas ao norte e leste) reduzindo
a visão a algumas dezenas de metros (few hundred feet). A umidade do ar
encoraja o crescimento de liquens e musgos, os quais pingam dos galhos das
árvores como veludo.
Outros
vegetais:
Arvore do Crepúsculo
(duskwood) são árvores com 18 metros (60ft) de altura. Estas árvores retas
possuem troncos lisos e nus marcados por coroas de pequenos ramos. Árvores do
Crepúsculo são nomeadas por sua aparência negra e misteriosa que emana (stands
of) destes troncos negros apertadamente agrupados. Abaixo da casca negra (a
qual apresenta uma cor cinza-prateada quando recentemente quebrada ou
descascada) está uma madeira cinza-fumaça quando cortada – e é dura como ferro.
Muitas vergas de mastros e vigas de construção são feitas de troncos maduros de
Árvores do Crepúsculo. Elas são duras e resistentes ao fogo e elas ardem (sem
chamas... algo parecido com brasas ao que parece) mais do que fazem labaredas
quando incendiados. Como resultado, Árvores do Crepúsculo tendem a sobreviver a
incêndios florestais e aos machados de lenhadores procurando por lenha.[20]
Medquat
é um líquen carmesim encontrado toras ocas, particularmente em cânforas
(camphor). Os macios líquens têm gosto de limões e é altamente valorizado por
gourmets cormyrianos. Tome cuidado quando tatear os troncos de cânfora:
escorpiões adoram o cheiro de medquat e gostam de se cobrirem com ele.
Carvalho Sino
(chime oak) podem existir no Vale Profundo. Eles se parecem com carvalhos
normais feitos de vidro claro. Tirando sua aparência carvalhos sino são
indistinguíveis de outros carvalhos; pássaros fazem ninhos em seus galhos, eles
brotam e crescem de sementes, seus galhos podem ser cortados e queimados como
lenha. Diferentemente de carvalhos normais, contudo, carvalhos sino não perdem
suas folhas no outono. Ao invés disso, suas folhas congelam e se tornam sólidas
permanecendo congeladas durante o outono e inverno até degelarem na primavera. Brisas
leves fazem com que as folhas congeladas tilintem como sinos de natal ao vento,
produzindo um som calmante e agradável, atraente especialmente para basiliscos.
Estas criaturas podem ser encontradas enroladas próximo aos troncos, olhos
fechados, completamente relaxados.
Hinnies
são flores florestais que se parecem ranúnculos gigantes, 3 metros de diâmetro
(10ft), com pétalas azuis brilhantes. Normalmente, as pétalas da hinnie estão
apertadamente fechadas, conferindo-lhe a aparência de uma grande bola. As
pétalas fechadas protegem um reservatório de néctar doce com dois ou três
centímetros de profundidade. Quaisquer tentativas de forçar as pétalas a se
separarem, corta-las com uma espada ou por qualquer meio obter acesso à força
faz com que a hinnie se despedace e desintegre e seu néctar instantaneamente
evapore. As pétalas abrem por si mesmas por um dia na primeira semana da
primavera. Também é possível abrir as pétalas ao aquecê-las, por exemplo,
segurando uma tocha próxima às pétalas ou fazendo uma pequena fogueira próximo
à sua base. Isto deve ser feito cuidadosamente. Se a hinnie ficar muito quente,
ela se incendia e desintegra.
Se
um viajante consegue abrir a hinnie ou é sortudo o bastante para encontra-la
aberta na primavera, ele pode se sentar em seu reservatório e permitir que o
néctar seja absorvido por seu corpo. Os resultados normalmente são benéficos[21],
mas nem sempre.
![]() |
| Vítima de uma flor hinnie |
4.3.3. A floresta leve
e os jardins florestais
A
floresta leve é descrita como “densa” [info 10], mas “menos densa” [info 11] que a floresta de Cormanthor. Ainda que não
se tenha localizado informações especificas a respeito das árvores dessa
floresta leve, existem algumas informações a respeito de outras vegetações que
presumivelmente a compõem: as “samambaias
são comuns” [22]
as quais provavelmente se encontram (em sua maior parte) em “ricos bosques de fiddlehead” [23],
um tipo de samambaia cujo broto enrolado é comestível e parece ser um
importante elemento da economia do Vale Profundo. Outra possibilidade ainda é supor que a floresta leve apresenta
similaridades com a floresta da margem e, nesse caso, sua vegetação seria
composta principalmente por pinheiros topo-azul (blueridge) e folhasagulhas
(needleleaf) que raramente superam os 7 metros (20ft). Os pinheiros soltariam
folhas (needles) que ao demoraram a se decompor, inibiriam o crescimento de
outras formas de vida vegetal. Outra forma de vegetação seriam as samambaias de
cor castanha e tão duras quanto sapatos de couros que brotariam próximas a
pinheiros além de moitas de gramafios (wiregrass) que adornariam algumas
laterais de colinas, assim como alguns salgueiros caídos e abetos grossos.
Contudo é preciso lembrar que o conceito de floresta da margem (como discutido
anteriormente) não parece muito adequado para descrever a floresta leve e deve,
no máximo, ser considerada como uma inspiração para se pensar a floresta leve.
Outra fonte de inspiração pode ser a floresta média, principalmente para os
vales dos rios que, possivelmente, possui solo mais rico e suportem uma
vegetação mais parecida com a da floresta média.
Outras
formas de vegetação do Vale Profundo são as “sebes e jardins silvestres [que]
crescem por toda parte”[24],
os “pomares de frutas”[25] e
“campos verdejantes que contrastam com a
sempre presente sombra”[26]
(supostamente das árvores).
Não
há informações sobre o que comporia exatamente os “jardins florestais” (e
provavelmente a intenção é que de fato não houvesse clara distinção entre
florestas naturais e os “jardins”, por isso, talvez a melhor forma de lidar com
a floresta leve natural e os jardins silvestres seja considerando que estes
últimos são versões trabalhadas da floresta leve, provavelmente com o objetivo
de priorizar a produção de viveres para o Vale Profundo.
Outros
vegetais:
Barausk:
são um tipo de árvore que existe no Vale Profundo e que se “parecem com faias” com “seus galhos pretos e troncos brancos
cobertos com espinhos de três centímetros. Quando cortados do tronco, os galhos
se tornam tão duros quanto ferro em 24 horas. Soldados e caçadores acreditam
que galhos de barausk fazem lanças, flechas e bordões excelentes – e mortais”[27].
Na verdade, a descrição da árvore não específica se elas são encontradas em
Cormanthor ou na floresta leve do Vale; assim sendo, escolhi arbitrariamente coloca-la no tópico a
respeito da floresta leve.
4.3.5. Amostras de
Vegetação do Vale Profundo
Colina Enluarada:
A vegetação rasteira é organizada com precisão artística para esconder porões
de armazenamento sob moitas da folhagem crescente. (“cellars hidden behind
artfully arrangede clumps of growing foliage”). Do lado oeste, do qual se ergue
o Penhasco Enluarado, as árvores dão lugar a um prado de samambaias ao qual se
segue liquens e depois a rocha nua (On
the west, it [Moonrise Crag] rises
from the trees as a ferny meadow that gives way to lichen and broken rocks...”).
Abaixo do penhasco, na comunidade élfica, existe uma densa floresta de freixo
(ash), árvores do crepúsculo (duskwood) e carvalhos (oak).
Vale de Corellon (Corellon
Glen): Cercado por florestas, este vale é coberto por grama verdejante[28].
Vigília Negra:
Um vale de “carvalhos negros e árvores espinhentas retorcidas. As florestas na
área em volta têm a desagradável tendência de guiar viajantes para o vale
escuro, mas em outras ocasiões elas parecem conspirar para fazer o vale quase
desaparecer”[29].
Segundo o FR 3ed (pt), a Vigília Negra é
“demarcada por árvores negras e
retorcidas”[30].
Ladeira dos Caçadores:
Em termos de vegetação, esta colina é descrita como “cingida de árvores” e “coberta
de árvores Copas de Sombra enormes”[31].
[1]
The Dalelands, p. 24.
[2]
Idem, p. 25.
[3]
Volo’s Guide to the Dalelands, p. 94.
[4]
Volo’s Guide to the Dalelands, p. 94.
[5]
Volo’s Guide to the Dalelands, p. 94.
[6]
Volo’s Guide to the Dalelands, p. 94.
[7]
Volo’s Guide to the Dalelands, p. 94.
[8] Volo’s Guide to the Dalelands , p. 95.
[9]
Volo’s Guide to the Dalelands, p. 96.
[10]
Forgotten Realms 3ed, p. 128.
[12]
The Dalelands, p. 24.
[13]
Chamada de “starwood” no Elminster’s Ecologies, p. 44-45.
[14] Forgotten Realms (Setting) 3ª Ed. p 291.
[15] Os brotos de samambaias são
comestíveis, assim como as frutas que crescem no vale.
[16] Forgotten Realms 3ªed, p. 129
(versão em português). No original se lê “is
woven into anda round Cormanthor itself” (p. 128).
[17] Forgoten Realms 3ed (versão em
português), p. 80.
[18] FR 3ªed, p. 123 (versão em
inglês).
[19]
Dragon Magazine #125, p. 16.
[20]
“Duskwood trees are 60’ tall. These
straight trees have smooth, bare trunks marked by crowns of tiny branches.
Duskwoods are named for the dark, eerie appeance of stands of these
closely-clustered black trunks. Under the black bark (which shows a silver-gray
color when newly broken or peeled) is wood that is smokey gray when cut – and
as hard as iron. Most mast spars and building beams are made of mature duskwood
trunks. They are hard and resistant to fire, and they smolder rather than blaze
when set aflame. As a result, duskwood trees tend to survive forest fires and
the axes of woodcutters seeking firewood”. Dragon Magazine, # 125, p. 16.
[21] Efeitos do Néctar da Hinnie: Um personagem pode tentar abrir uma
hinnie fechada como descrito no texto, usando fontes de calor natural ou mágica.
Se o calor for aplicado diretamente a qualquer parte da planta, contudo, a
planta automaticamente se desintegra. Caso contrário, role 1d4; 1 = a planta
desintegra, 2-4 = as pétalas se abrem. Para ser afetado pelo néctar, um
personagem deve permanecer sentado no reservatório por 10 rodadas. Ao final
desse período, todo o néctar é absorvido em seu corpo; há néctar suficiente em
uma hinnie para afetar um único personagem e ele leva cerca de uma no para
repor o estoque de néctar. Para determinar os efeitos do néctar, role 1d10; 1-4
= Sem efeito, 5-6 = pode falar com
plantas (como uma magia de clérigo de 4º nível) pelas próximas 1-4 horas; 7
= pode voar, como se afetado por uma porção de voar; 8 = a pele endurece dando
ao personagem +2 de CA por armadura natural e o efeito dura por 1- 2 dias; 9 =
a pele se torna azul e o personagem recebe – 2 em testes que envolvam Carisma.
O efeito dura por 1- 2 dias; 10 = todo o sangue do personagem evapora de seu
corpo e ele morre a menos que obtenha sucesso em um teste de proteção contra
magia, caso no qual retem 1 ponto de vida.
[22]
Volo’s Guide to the Dalelands, p. 95. [info 8]
[23]
Volo’s Guide to the Dalelands, p. 94. [info 7]
[25]
Volo’s Guide to the Dalelands, p. 94. [info 7]
[26] Volo’s Guide to the Dalelands, p. 94. [info 4]
[27] Elminster’s Ecologies, p. 269.
[28]
O Vale de Corellon “takes the form of a
green, grassy glen”. The Dalelands, p. 25.
[29]
“... black oaks and gnarled thorn-trees. The
woods in the surrounding area have the unpleasant tendency to steer travelers
toward the dark valley, but on other occasions they seem to conspire to make
the valley almost disappear”. The
Dalelands, p. 27.
[30] Forgotten Realms 3ed (versão em
português), p. 129.
[31]
“tree-girt hill” e “... cloaked in soaring shadowtop trees”.
Volo’s Guide to the Dalelands, p. 115.





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